O FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) é um fundo no qual todos os trabalhadores registrados no regime CLT têm direito. Nesses casos, o empregador deposita o equivalente a 8% do salário em uma conta do funcionário, que só pode resgatá-lo em casos muito específicos.
Uma das possibilidades é usá-lo para a compra da casa própria. Esse fundo pode ser usado tanto para a compra de um imóvel à vista quanto para sua construção ou para amortizar um financiamento imobiliário.
Entre as regras para seu uso, uma delas prevê que o FGTS seja usado na aquisição de um imóvel próprio, que ficará em nome do comprador que dispõe do fundo, ou seja, ele não pode ser usado para a compra de um segundo imóvel, um imóvel comercial, reforma ou ampliação do próprio imóvel, compra de um terreno sem uma construção ou compra de material de construção para os imóveis de outros familiares ou dependentes.
Para resgatá-lo é preciso que o trabalhador tenha acumulado um total de três anos de contribuição ao FGTS, ainda que em empresas diferentes e com intervalos entre elas, ou seja, requer um total de 36 meses de contribuição. Também é necessário que o trabalhador não possua um financiamento ativo no SFH (Sistema Financeiro da Habitação), em qualquer lugar do Brasil.
O FGTS também não pode ser usado caso o trabalhador já possua um imóvel urbano - em construção ou concluído - em seu nome na mesma cidade onde mora ou exerce sua ocupação principal, e mesmo em municípios vizinhos ou de sua região metropolitana.
Se o trabalhador já está financiando um imóvel próprio, outra condição para o uso do FGTS no abatimento da dívida é estar com os pagamentos em dia. Se eles estiverem atrasados, não será possível liberá-lo. E esse financiamento precisa estar no nome do trabalhador.
Com relação ao imóvel pretendido, também há regras que precisam ser obedecidas em sua escolha:
- Tratar-se de um imóvel urbano e destinado à moradia própria (e não de terceiros);
- Seu valor, no estado de São Paulo, não pode ser superior a R$ 950 mil (cada estado tem um teto);
- Em caso de construção de imóvel, o terreno deve estar no nome do trabalhador;
- O imóvel deve estar registrado no RI (Registro de Imóveis) de sua cidade e não apresentar nenhum impedimento jurídico.
Por fim, vale alertar que, quando essa verba está parada no FGTS, seu rendimento costuma ser inferior ao da poupança e à inflação anual. Por isso, usá-lo para um investimento no imóvel próprio pode gerar uma rentabilidade muito superior.
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Imóveis sempre foram considerados um investimento seguro e estável, mas é preciso ter conhecimento desse mercado para que as melhores oportunidades sejam aproveitadas. Veja a seguir algumas dicas para se obter um melhor rendimento nos investimentos em imóveis.
Como em todo segmento do mercado, quanto mais profundo o seu grau de conhecimento, maiores as chances de se encontrar oportunidades melhores. Nesse sentido, vale a pena investir em informações: estudar como funciona o mercado imobiliário, conhecer as regiões de maior rentabilidade, as que oferecem maior potencial de negócios, conhecer regiões com maior possibilidade de valorização ao longo do tempo, dominar todas as despesas e taxas envolvidas no negócio para se fazer o cálculo certo dos rendimentos etc. Para isso, vale a pena dedicar tempo ao estudo desse mercado, seja através de cursos, seja por meio da abundantes fontes disponíveis na internet.
O investimento em terrenos pode ser uma das opções mais rentáveis, dependendo da região. No entorno das grandes cidades é cada vez mais comum o surgimento de condomínios fechados, que costumam ter uma considerável procura. Terrenos nessas áreas têm boas chances de alcançar um valor mais elevado a médio e longo prazos.
Imóveis na planta são outras opções de alta rentabilidade. É comum que um imóvel pronto seja vendido por cerca de 40% acima do valor que foi pago quando ele ainda estava em projeto. Por isso são tão procurados. Mas não são todos que obtêm esse grau de valorização. É preciso encontrar oportunidades em bairros que costumam ter boa demanda. Além disso, convém conhecer bem a credibilidade e a reputação da incorporadora e da construtora, para que não se entre em um negócio de alto risco. Procure as melhores empresas do ramo para este tipo de investimento.
O investimento em imóveis usados pode ser uma ótima opção para um momento como o atual, em que os preços estão mais estabilizados e o mercado desaquecido. Quem dispõe de um montante para uma compra à vista pode encontrar excelentes oportunidades com preços reduzidos. Um imóvel usado pode demandar algumas reformas antes de ser revendido como investimento. Por isso, procure aqueles que estão sendo oferecidos por um bom preço e que não irão demandar elevados gastos para facilitar a sua revenda. Aí podem surgir boas oportunidades de negócios.
Imóveis para locação também podem ser oportunidades e elas são bastante diversificadas. Além de apartamentos e residências, podem ser encontradas salas comerciais, flats, galpões industriais, lojas, hotéis e casas de veraneio. Você pode estudar bem cada segmento deste mercado e escolher a opção mais atraente.
Por fim, não restrinja sua busca à área em que você mora ou que mais gosta. Em outros locais - talvez até pouco atraentes a você - pode haver ótimas oportunidades de negócios. Amplie o seu campo de atuação e conhecimento. E há ainda a possibilidade de se aplicar em fundos imobiliários, que dispensam a compra de um imóvel físico e são uma alternativa para quem não dispõe de um valor elevado.
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Há pessoas que preferem alugar o imóvel por conta própria visando lucrar mais e embolsar o valor que seria repassado a uma imobiliária. Mas será que esse ganho é compensador? Alugar um imóvel não é uma atividade simples: exige tempo, dedicação, conhecimento da legislação e precauções a uma série de riscos, sobretudo o da inadimplência do inquilino. Por isso, quais são as vantagens de contar com uma imobiliária experiente para alugar o seu imóvel?
Há várias vantagens em contar com uma imobiliária. A principal delas é aumentar as chances de se fazer um negócio seguro e vantajoso a todos. Alugar um imóvel é uma atividade de risco, mas a assessoria jurídica de uma imobiliária atenua bastante esses riscos envolvidos. Isso pode ajudar o locatário a evitar prejuízos maiores no bolso, além de muita dor de cabeça.
Como mencionado, uma imobiliária tem total conhecimento da legislação vigente para elaborar um contrato de locação. Dessa forma, contratos adequados são elaborados, dando maiores garantias a todas as partes envolvidas. O contrato é um dos documentos mais importantes do negócio. Com ele, todas as regras do negócio são detalhadas, protegendo a todos.
Mas o trabalho da imobiliária não começa aí. O primeiro passo é fazer uma avaliação do imóvel para se estabelecer um valor ajustado ao mercado local e assim fixar um preço competitivo para a locação. A imobiliária tem conhecimento dos parâmetros de valor na região e das demandas dos potenciais clientes. Com seu auxílio, é mais preciso estabelecer um valor atraente.
Nesse instante, a imobiliária também pode prestar uma colaboração valiosa na hora de fazer uma vistoria e um laudo do imóvel. Antes de qualquer locação, é preciso documentar todo o estado geral do imóvel e de suas instalações. A experiência de uma imobiliária é valiosa para elaborar um laudo detalhado e que proteja o patrimônio do locador.
Outro papel decisivo da imobiliária é identificar um inquilino interessado. Além de ofertar o imóvel em seu cadastro, a imobiliária passa a ser responsável por organizar as visitas ao local de uma forma segura. Uma atividade que poupa bastante tempo e trabalho ao locador.
A imobiliária também está apta a encontrar um inquilino em condições de manter os pagamentos da locação em dia. Essa é uma tarefa delicada: analisar as condições econômicas do candidato à locação e apresentar ao locador um cliente com potencial de honrar mensalmente os pagamentos. Isso inclui a avaliação das condições econômicas do fiador do locatário.
Há também outro papel importante que é atribuído à imobiliária: informar ao inquilino as condições de reajustes de valores, sempre que houver. Em geral elas são estabelecidas no contrato, logo de início, mas é preciso acompanhar de perto da Lei do Inquilinato e suas eventuais mudanças para que as regras do contrato não firam a legislação - o que pode ser uma fonte de dor de cabeça ao locador.
Por essas razões, fica evidente a importância do papel de uma imobiliária na intermediação de um contrato de locação. Sua experiência e conhecimento do mercado são garantias de um negócio em que todas as partes saem beneficiadas. Não deixe de procurar a Rede Provectum caso tenha interesse em oferecer o seu imóvel à locação.
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Em tempos em que toda economia de gastos é bem-vinda, que tal estudar algumas possíveis medidas para reduzir as despesas do seu condomínio? Com algumas dicas simples, é possível encontrar maneiras de diminuir o valor mensal pago pelos moradores. E vale lembrar que, com mensalidades menores, o risco de inadimplência diminui, trazendo benefícios a todos.
1. Troca de lâmpadas
Muitos condomínios ainda usam lâmpadas antigas - incandescentes ou fluorescentes - em suas áreas comuns. A troca dessas lâmpadas pelas de LED pode reduzir em até 40% esse consumo mensal. As lâmpadas de LED são mais caras que as tradicionais, mas o investimento é compensado em cerca de seis meses, graças à economia de energia;
2. Água de reúso
Atualmente há tecnologias capazes de reaproveitar as águas que seriam descartadas, com a das chuvas e a de lençóis freáticos. Esse tipo de água, quando captada, pode ser usado para fins não potáveis, como regar jardins ou limpar pisos externos. É necessário um investimento inicial para a infraestrutura de captação, mas em médio prazo ele é compensador, graças à redução do consumo de água potável.
3. Contas individuais de água e gás
O consumo geral de água e gás pode ser reduzido nos condomínios em que a conta de ambos não é individualizada, ou seja, todos pagam pelo montante consumido. Isso gera cobranças injustas, pois quem mora sozinho arca com a mesma despesa de uma família de cinco pessoas, por exemplo. A individualização das contas contribui para reduzir as despesas gerais.
4. Portarias virtuais
A adoção de portarias virtuais, ou seja, aquelas em que o porteiro não está fisicamente no local da portaria, mas está em uma central e atende por meio de câmeras e microfones, é cada vez mais comum. Naturalmente, elas têm um custo fixo mensal bem inferior ao de uma portaria comum com funcionários contratados. Dependendo do porte de um condomínio, uma portaria virtual seria suficiente para dar conta do atendimento.
5. Controles eletrônicos de acessos
A adoção de sistemas eletrônicos de controle de acesso dos moradores - por biometria, por exemplo - permite diminuir as despesas com a contratação de equipes de funcionários nos acessos. Basta que os moradores tenham seus dados biométricos coletados e isso já é suficiente para sua adoção.
6. Terceirização de serviços
Alguns serviços específicos, como jardinagem, limpeza e segurança, por exemplo, podem ser feitos por empresas terceirizadas. Essa medida reduz as despesas em longo prazo com a contratação de funcionários específicos para estas funções.
7. Piscinas
O uso do cloro para a limpeza de piscinas ainda é comum em muitos lugares, ainda que esta solução não seja a mais barata. Sistemas mais modernos usam o sal, o ozônio ou íons para a limpeza da água, e são métodos de custo menor que o uso de produtos químicos convencionais.
8. Energia solar
A instalação de painéis de energia solar é uma solução que, em longo prazo, reduz o consumo de energia elétrica. Nas cidades em que a incidência solar é elevada (o que é comum na região de Campinas) ela pode ser viável economicamente, embora o custo de implantação do sistema seja elevado. Estima-se que seja necessário aguardar cerca de seis anos até que o investimento se pague, mas, em longo prazo, ele compensa.
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O contrato de compra e venda é um documento importante que é assinado ao negociar um imóvel. Ele vai ditar as regras contratuais para a transação, e é muito importante checar todas as suas cláusulas para não ter prejuízos ou ser prejudicado durante a transação. Se for o caso, a consulta a um especialista pode ser necessária. Veja a seguir quais são os itens que merecem atenção especial nesse contrato.
- Antes de assiná-lo, é muito importante ler e entender todas as cláusulas do contrato. Caso algum item desperte dúvida, não hesite em esclarecer o assunto antes de assiná-lo. Se for preciso, um item pode ser reescrito para deixar o tema mais claro;
- As partes envolvidas podem também exigir que as cláusulas estejam redigidas de uma maneira muito clara e objetiva, sem uma linguagem que complique a sua compreensão. Como foi dito, se necessário, um ponto pode ser reescrito para que tudo fique muito bem objetivo;
- Verifique com muita atenção todos os pontos mais relevantes do contrato: os dados dos vendedores e dos compradores, a descrição das características do imóvel, o valor, as condições de pagamento etc.;
- Nesse momento, é fundamental verificar se o imóvel não possui débitos, taxas atrasadas etc. O acerto destes pontos precisa ser detalhado no contrato. Se for preciso, débitos podem ser abatidos do valor total do negócio, detalhando-se como será realizado o acerto;
- Também é comum que este tipo de contrato estipule as sanções às partes, caso alguma delas não cumpra o que lhe compete;
- No caso da compra de um imóvel na planta, é preciso que várias informações, como prazos, valores, condições de pagamento, reajustes etc., estejam detalhadas no contrato;
- Nesse caso, o comprador tem o direito de que informações essenciais, como a metragem do imóvel e das áreas comuns, detalhes do acabamento, existência de garagens, entre outras, estejam todas documentadas no contrato.
Vale sempre a recomendação de não assinar nada que não esteja totalmente esclarecido e consultar um especialista caso as informações não sejam plenamente satisfatórias.
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A permuta de um imóvel por outro pode ser uma solução mais econômica do que vender um imóvel para comprar outro. Quer saber mais sobre como funciona uma permuta? Nos itens abaixo apresentamos mais detalhes sobre este tipo de negócio, cuja frequência tem sido cada vez mais comum.
O que é a permuta de imóveis?
A permuta é um negócio no qual as duas partes se comprometem a dar um bem em troca de outro. O pagamento é feito pela simples transferência da posse dos bens, sendo estes de igual valor e não havendo transações em dinheiro.
E se os valores dos imóveis forem diferentes?
A diferença de valor pode ser incluída na negociação e essa transação com pagamento adicional é chamado de torna.
Como fica a escritura nesses casos?
Em caso de permuta de imóveis, é lavrada uma escritura pública de permuta, e não uma escritura pública de compra e venda, como é comum nestes casos.
Posso trocar apenas imóveis?
Não. Em uma permuta é possível negociar terrenos, lotes desmembrados de terrenos, apartamentos construídos para a venda, um imóvel pronto ou mesmo um imóvel na planta.
Como fica a cobrança de Imposto de Renda?
As transações de permuta com imóveis de igual valor, sem que haja pagamentos adicionais, são isentas de IR.
E se houver torna?
Quando há torna, é preciso pagar o IR sobre o lucro obtido do valor recebido. Mas as regras de isenção podem ser a ela aplicadas. Por exemplo, a isenção de IR para imóveis até R$ 440 mil (desde que nenhum outro tenha sido negociado nos últimos 5 anos) é válida em caso de permuta,caso o valor declarado pelo imóvel, somado à torna, não ultrapasse os R$ 440 mil.
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Se você está pensando em financiar a compra do seu imóvel, vale a pena estudar todas as opções de financiamento imobiliário existentes no mercado. Se você considera que algumas regras são complicadas em alguns casos, não hesite em consultar um especialista. Conheça a seguir as modalidades mais comuns e confira qual a mais adequada à sua situação.
Financiamento pela Caixa Econômica Federal - A Caixa é a instituição que mais concede crédito imobiliário no Brasil. Em geral, suas taxas de juros costumam ser menores que as dos bancos privados, mas a Caixa estipula uma série de regras (confira quais são as atuais regras aqui).
Consórcio - Pode ser uma ótima opção para quem quer fugir dos juros bancários, pois o sistema de consórcio não faz a cobrança de juros. Apenas taxas administrativas são acrescentadas ao valor a ser pago. Além disso, você pode usar o FGTS para seu pagamento. Mensalmente são feitos sorteios ou alguns dos consorciados pode dar um lance para obter a carta de crédito. Por conta disso, no consórcio não há um prazo definido para a obtenção do imóvel, sendo uma ótima opção para quem não tem urgência em ocupá-lo ou quer comprar um imóvel para investir. Saiba mais sobre as suas vantagens aqui.
Financiamento direto - esta modalidade serve para quem quer comprar um imóvel na planta e o financiamento é feito diretamente pela construtora ou incorporadora, sem a intermediação de um banco. Uma boa opção para quem tem dificuldade em obter crédito bancário. Apesar de não incluir os juros dos bancos, suas parcelas costumam ser reajustáveis. Saiba mais sobre este tipo de financiamento aqui.
Bancos privados - eles também podem ser uma opção, caso o valor que você disponha para a entrada seja inferior ao que a Caixa exige. Caso seu relacionamento com o banco seja bom, você pode obter uma taxa de juros mais vantajosa. E neste caso, lembre-se de solicitar uma informação completa sobre o Custo Efetivo Total da transação, que inclui os valores das parcelas, taxas, seguro etc.
Reserva financeira - se você já possui uma boa reserva de capital, ela pode facilitar o negócio. Você pode reunir todas as suas reservas que estão no FGTS, poupança e aplicações para dar uma boa entrada, reduzindo os juros a serem pagos nas demais prestações. Além disso, quanto maior o valor da entrada, maior a sua chance de negociar um bom desconto na compra.
Renda composta - compor a renda entre o marido e a esposa - ou outra pessoa com quem tenha vínculo jurídico - pode ser uma boa opção para aumentar a entrada a ser dada em um imóvel. Ambos podem usar a reserva do FGTS para isso, entre outras economias que tenham, de modo a se obter juros menores com uma entrada maior.
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Recentemente a Caixa Econômica Federal alterou suas regras para a concessão de crédito imobiliário. Mas apesar da Caixa ter facilitado um pouco mais as condições, sempre é bom lembrar que o financiamento imobiliário exige muita cautela e planejamento antes de ser solicitado.
Pelas novas regras da Caixa, agora o banco pode financiar até 70% do valor de um imóvel usado (antes, só podia chegar a 60%). Para imóveis novos, com valor superior a R$ 750 mil, a Caixa pode agora financiar até 80% do seu valor (antes, não passava de 70%), pelo SFI (Sistema Financeiro Imobiliário).
O banco estatal também aumentou o valor máximo do imóvel que pode ser financiado: antes esse teto era de R$ 1,5 milhão, e agora pode chegar a R$ 3 milhões.
Apesar das regras um pouco mais facilitadas, sempre se recomenda avaliar com muita cautela e sem precipitação a contratação de um financiamento. Os juros ainda estão elevados no país, e sempre é mais vantajoso poupar e guardar o máximo de capital possível do que obter um empréstimo bancário.
No entanto, o cenário é favorável a quem já possui um volume de capital guardado e precisa comprar um imóvel com urgência. O mercado passa por um momento de estabilização dos preços, devido à queda da procura, e quem dispuser da maior quantidade de recursos possíveis para uma compra a vista ou para financiar apenas uma pequena parte, pode encontrar ofertas de imóveis a bons preços.
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Você comprou um imóvel, recebeu as chaves e a escritura. Tudo parece muito bem, pois um sonho grande foi realizado. Acabaram-se os problemas? Nem sempre.
Um imóvel recém-adquirido pode também gerar algumas dores de cabeça. As mais comuns são problemas estruturais por parte da construtora, mau acabamento, problemas ocultos que só se manifestam no futuro etc. Conheça alguns dos direitos de quem compra um imóvel para se precaver ante qualquer surpresa.
Um problema comum após a aquisição de um imóvel são as falhas na "qualidade do produto", ou seja, falhas na qualidade do imóvel. Instalações elétricas ou hidráulicas podem ter mau funcionamento, o acabamento pode ter imperfeições, os pisos podem apresentar um fundo oco ou com trincas etc. Se o imóvel for usado, convém levantar todas essas pequenas falhas durante a fase de visitas ao local para estar ciente das condições. Isso pode ser motivo para se barganhar um desconto no preço.
Mas se o imóvel for novo e recém-entregue, é possível cobrar da construtora eventuais reparos. De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, o comprador tem um período de 90 dias (a contar da data de entrega do imóvel) para notificar a construtora, caso constate, de imediato, falhas na execução do projeto. Nesses casos, o comprador pode exigir reparação dos problemas em até 30 dias, solicitar um abatimento do preço ainda devido ou até rescindir o contrato.
No caso de problemas ocultos - aqueles que só aparecem após certo tempo - a lei também ampara o comprador. Nestes casos, o proprietário tem um período de 90 dias, a contar da data de constatação de um problema oculto, para notificar a construtora.
Para não ter surpresas, é muito importante avaliar, no contrato com a construtora, quais são as suas responsabilidades pós-entrega. Há empresas que se eximem de qualquer responsabilidade após a entrega das chaves, o que é um abuso. Por isso, vale a pena avaliar com muito cuidado estas cláusulas do contrato.
Vale acrescentar que qualquer comprador de imóvel tem assegurado o direito de acionar a Justiça contra a construtora em um prazo de até 5 anos após a entrega do imóvel caso haja descumprimento das cláusulas contratuais. O problema mais comum são os atrasos no prazo de entrega do imóvel. Se isso ocorrer, o cliente já pode exigir seus direitos mesmo que o imóvel ainda não tenha sido entregue.
Por fim, para garantir que seus direitos sejam respeitados, o comprador pode recorrer a um perito para fazer a vistoria do imóvel quando ele for entregue. Este especialista pode avaliar se todas as cláusulas previstas no contrato foram respeitadas ou se todos os produtos e materiais previstos no Memorial Descritivo (documento que acompanha o contrato) foram empregados. Na realidade, esta vistoria já é uma praxe antes da entrega de um imóvel, mas se porventura ela não for feita, aconselha-se que uma ação cautelar de vistoria seja requerida na Justiça.
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Comprar um imóvel é sempre uma decisão importante, pois envolve uma quantidade alta do patrimônio das pessoas. Por isso, é preciso que tudo seja feito com muito cuidado e com o menor risco possível.
De fato, é preciso precaver-se ante problemas comuns nessas circunstâncias, sobretudo na compra de um imóvel na planta. Nesses casos, os riscos mais frequentes são os atrasos na entrega da obra, as taxas imprevistas cobradas, a falta de conformidade entre o projeto e a construção final, entre outros. Como reduzir esses riscos?
Antes de mais nada, o comprador precisa avaliar sua capacidade de pagar as prestações ao longo do período. Em muitos casos, elas passam facilmente de 10 anos e não convêm que o valor mensal pago nas prestações passe de 30% da renda líquida da família. A estabilidade profissional é uma questão importante a ser ponderada antes de comprometer-se com uma dívida de longo prazo.
Para o pagamento, também é necessário prever as taxas dos cartórios (para obter a documentação) e o pagamento do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis). Este imposto muda de cidade para cidade, mas em geral varia entre 2% e 3% do valor da transação.
Outro passo importante é avaliar a credibilidade da incorporadora e da construtora. Vale a pena pesquisar na internet informações sobre o histórico dessas empresas. Pesquise no Procon também. E procure levantar, por meio de seu CNPJ, se essas empresas não têm pendências junto ao INSS e na justiça.
Nesta etapa, é importante certificar-se da qualidade dos materiais previstos na construção. Uma lista por escrito pode ser solicitada e pode ser usada em consultas junto a especialistas. Tudo isso precisa estar documentado para que seja entregue conforme o programado. Avalie os materiais previstos para azulejos, pisos, acabamentos etc.
No termo de compra também é importante que as informações mais relevantes estejam registradas: os pagamentos previstos, os critérios de reajuste, o prazo de entrega do imóvel, valores de multas e a metragem do imóvel.
Fechado o negócio, é importante acompanhar com frequência a evolução da obra. É preciso seguir seu avanço e checar se ela está de acordo com o cronograma do projeto. Evite surpresas no futuro.
No caso da compra de um imóvel usado, verifique se o imóvel está desocupado. Se estiver ocupado, é preciso garantir que ele será liberado sem transtornos. Há casos em que a liberação não é amigável e isso gera problemas complicados. Avalie se o vendedor transmite confiança quanto a esta questão.
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Colocar um imóvel para locação por conta própria não é uma tarefa simples. Por isso, a assessoria de uma imobiliária pode poupar muitos transtornos futuros, além de tornar o negócio mais rentável e mais seguro. Quer saber quais passos são necessários para oferecer seu imóvel à locação? Confira a seguir algumas dicas.
Valor
Uma das questões mais importantes é o valor que será cobrado: como defini-lo? Sem dúvida, o apoio de uma imobiliária pode ser bastante esclarecedor. Um corretor tem mais experiência quanto aos valores cobrados em uma região, a demanda no local, os benefícios do imóvel, o perfil do público-alvo etc. Os valores dos alugueis não são tabelados, e por isso, contar com esse apoio é essencial na definição do valor.
Vistoria
Antes de um imóvel ser alugado, sempre é feita uma vistoria para atestar o estado geral do imóvel. Essa vistoria é feita para registrar o estado da pintura, instalações elétricas e hidráulicas, móveis e eletrodomésticos disponíveis etc. Tudo é registrado para que o inquilino devolva as chaves, ao final do contrato, com o imóvel nas mesmas condições em que o recebeu.
Contrato
A imobiliária que faz a intermediação da locação pode preparar todas as cláusulas do contrato e apresentar ao locatário. Este pode avaliar as cláusulas e sugerir eventuais mudanças antes que ele seja assinado. Este é outro aspecto no qual a experiência de uma imobiliária é um ponto vantajoso para eliminar futuras dores de cabeça.
Garantias
Os contratos de locação costumam exigir uma garantia financeira por parte do locador. Mas quem escolhe qual garantia será usada é o locatário. As mais comuns que o mercado adota são: apresentação de um fiador (pessoa ou empresa responsável por suprir os pagamentos em caso de inadimplência), seguro fiança (o locador pode contratar um seguro para oferecer as garantias de pagamento) ou uma fiança bancária (carta de autorização de um banco, que se responsabiliza pelos pagamentos em caso de inadimplência do inquilino).
Prazo
A lei estipula um período de 30 meses para os contratos de locação, mas eventuais acordos diferentes entre o locatário e o locador podem ser feitos. E esse prazo acordado deve ser respeitado. Caso o inquilino desista da locação, é comum ter que pagar ao locatário uma multa que varia conforme o tempo restante de contrato. E caso o locatário decida pedir a devolução do imóvel, os prazos previstos no contrato também devem ser respeitados.
Reajustes e despesas
O índice usado para as correções do valor anual do aluguel é o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado). E as despesas mais comuns, como IPTU e condomínio, são pagas pelo inquilino. As taxas extraordinárias correm por conta do dono do imóvel, como pinturas no edifício, reformas e novos projetos no condomínio, entre outras. Com relação a eventuais estragos causados pelo inquilino, cabe a ele responsabilizar-se pelo pagamento dos consertos. Apenas a deterioração natural do imóvel ao longo dos anos não compete ao inquilino. Caso este queira realizar reformas, é preciso ter a autorização do locatário e as mudanças devem constar no contrato de locação.
Caso necessite de mais informações, a Rede Provectum está à sua disposição.
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Alugar um imóvel por uma temporada pode ser uma solução para se obter uma renda extra enquanto um imóvel fica desocupado e ocioso. O aluguel por temporada é uma modalidade que vem crescendo, especialmente graças a muitos serviços disponíveis na internet. Mas é preciso se precaver e tomar os devidos cuidados antes de disponibilizar o serviço.
O aluguel por temporada nunca deve passar de 90 dias. Mais do que isso, as regras passam a valer conforme o modelo tradicional de locação de um imóvel e as exigências contratuais aumentam bastante. Portanto, evite ultrapassar esse período de tempo para não ter problemas legais.
O aluguel por temporada pode ser uma opção de renda nas ocasiões de feriados, festas de fim de ano, realização de grandes eventos na cidade etc. Vale a pena estar atento ao calendário de eventos para explorar as melhores datas.
Quanto cobrar pelo serviço? Para se estipular um valor, a dica é pesquisar nos serviços na internet qual tem sido o preço médio em sua região. Pesquise em sites de viagens que oferecem hotéis e outras formas de hospedagem. Assim você terá condições de saber se seu preço é competitivo e vantajoso. Quem dispõe de um imóvel nos bairros mais procurados, próximos de locais de interesse e com ampla rede de serviços no entorno saem em vantagem.
O passo seguinte é caprichar na descrição do imóvel. Quanto mais detalhada for a descrição, mais fácil para quem for visualizar seu anúncio na internet. Ponha-se no lugar de quem vê o seu anúncio e verifique se a apresentação é bem fiel e esclarecedora das condições do seu imóvel.
E procure caprichar nas fotos. Faça imagens bem claras, bem enquadradas e que sejam capazes de apresentar todas as dependências do imóvel. Boas imagens costumam ser o primeiro atrativo para quem está pesquisando e pode ser um fator decisivo para que seu imóvel seja escolhido.
Não deixe de anunciar as benfeitorias do seu imóvel (ar-condicionado, alguma área reformada, disponibilidade de garagem etc.). Quanto mais detalhada for, maior o seu apelo. Se for possível, inclua um texto traduzido para o inglês para facilitar o recebimento de estrangeiros. Também é importante descrever muito bem as facilidades no entorno: rede de transporte público, serviços e comércio na região, serviços de saúde etc.
Antes de receber um locador, exija seus dados e documentos para fazer uma pesquisa a seu respeito. Faça um levantamento a seu respeito nas redes sociais, no SPC, Serasa etc. E lembre-se de deixar tudo documentado em contrato para se precaver ante qualquer eventualidade.
Nesse sentido, uma prática comum é relatar todas as disponibilidades do imóvel (quantidades de objetos e utensílios), seja por meio de um documento escrito, seja por meio de imagens. Quanto mais tudo estiver documentado, mais segura será a locação. Se for possível traduzir isso tudo ao inglês, melhor ainda. Um aspecto importante, caso seu imóvel esteja em um condomínio, é fornecer todas as informações sobre as regras de conduta no local. Isso pode evitar multas e advertências.
Por fim, nunca deixe de exigir um sinal para tentar assegurar a reserva e não ter prejuízos com desistências. E vale a pena também consultar a possibilidade de fazer um seguro residencial. Ele não é tão caro como o seguro automotivo e pode ser uma garantia importante em caso de problemas.
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