Às vezes tudo o que você precisa fazer para dar uma cara nova à sua casa é escolher um tapete que se torne peça especial da decoração! E os tapetes coloridos são uma tendência que podem te ajudar nesta empreitada. Afinal, faz tempo que eles não precisam mais ter cores neutras.
Hoje em dia é possível encontrar tapetes com diversas cores, estampas e texturas diferentes, que permitem uma série de combinações com os móveis. Se você tem um cômodo com uma cor mais clara, escolher um tapete estampado e colorido pode dar um toque de vida no seu ambiente, por exemplo.
Também é possível utilizar um tapete neste estilo para criar uma atmosfera mais moderna e divertida à sua decoração, além do ar mais sofisticado e aconchegante. E eles podem ser utilizados em diversas áreas da casa, e não só na sala de estar. Você pode colocar tapetes no quarto, na sala de jantar, no escritório, no hall. É só deixar a imaginação correr!
Antes de escolher seu tapete colorido, observe o tamanho do ambiente e a disposição dos móveis, para garantir que a escolha seja adequada e que a peça tenha o merecido destaque. Procure um tapete que fique em sintonia e harmonia as cores das paredes e dos móveis. Como resultado você pode ter um ambiente renovado!
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Plantas são sempre bem-vindas, não é? Elas alegram o ambiente, trazem mais vida para a casa, ajudam a relaxar e dão um toque de natureza na sua decoração. Neste segmento, a tendência do momento são as “jardineiras escada”, como essa da foto. Elas são práticas e permitem que suas plantas fiquem organizadas com charme. Confira algumas dicas que separamos sobre elas:
- Essas jardineiras podem ser feitas de diversos materiais, mas as mais comuns são as de madeira, ferro, plástico ou cerâmica. Há no mercado diversas cores disponíveis. Escolha o modelo que mais combina com o seu cômodo;
- O design em forma de escada permite que você trabalhe com diversos tipos de plantas, criando muitas combinações de vasos;
- Elas podem ser usadas na parte externa da casa, como no quintal, na churrasqueira ou na varanda. E também ficam ótimas na parte interna, como na sala de jantar, de estar, na cozinha e até mesmo no quarto! Afinal, ter natureza em casa é sempre gostoso, não é? Para isso, escolha plantas que se adaptam bem ao ambiente interno, como as bromélias, as samambaias ou as violetas;
- As “jardineiras escada” também são ótimas para fazer hortinhas. Você pode plantar várias ervas aromáticas e ter temperos frescos sempre à mão – e livres de agrotóxicos!
- Além das plantas, você pode complementar a decoração da jardineira com livros, vasos, enfeites e tudo aquilo que você mais gosta.
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Em Campinas (SP), todo sábado e domingo, das 9h às 14h, ocorre a Feira de Artes e Artesanato, mais conhecida como Feira Hippie. Realizada no Centro de Convivência, no Cambuí, o evento já se tornou tradição da cidade e parada obrigatória para moradores e turistas.
A feira realmente começou com simpatizantes do Movimento Hippie: nos anos 1970, artesãos que se identificavam com os ideais da contracultura começaram a vender sua arte pela cidade, como bijuterias, roupas e acessórios em couro que eles produziam manualmente.
No início, eles ficavam no Largo das Andorinhas e depois foram para o Largo do Rosário. Nessa época, ainda sem uma oficialização da feira, os hippies eram constantemente retirados do local e tinham suas mercadorias apreendidas. Depois elas eram devolvidas.
Com o aumento do interesse dos expositores e do público, a prefeitura oficializou a feira em 1977. Foi uma conquista para os hippies e demais artesãos que buscavam um espaço para expor sua arte.
Hoje, a feira reúne cerca de 500 expositores cadastrados e recebe aproximadamente 3 mil pessoas por dia. Nela são vendidas peças de artesanato, culinária, pinturas em tela, antiguidades entre outros objetos. Ela se tornou um dos símbolos culturais da cidade.
Passear pela feira é entrar em contato com a história da cidade, já que muitos dos primeiros expositores, aqueles hippies que começaram tudo, nos anos 1970, ainda estão por lá. Também é muito comum encontrar estrangeiros pelo local, interessados em conhecer um pouco mais dos nossos traços culturais.
Informações:
Feira de Arte, Artesanato, Antiguidades, Quitutes e Esotéricos de Campinas
Endereço: Praça Imprensa Fluminense, s/nº – Cambuí – CEP 13025-066
Horário de funcionamento: Sábados e Domingos, das 9h às 14h
O Taquaral é um dos bairros mais charmosos de Campinas e, com certeza, também é uma das localizações mais tradicionais da cidade. Situado na Região Leste do município, ele abriga o Parque Portugal, popularmente conhecido como “Lagoa do Taquaral” ou “Parque Taquaral”, um dos símbolos mais conhecidos de Campinas.
O Taquaral é dividido em bairros menores, como Jardim Nossa Senhora Auxiliadora, Jardim Dom Bosco e Vila Iza. Em seu entorno também estão o Jardim Alto Taquaral, Alto Parque Taquaral, Novo Taquaral, entre outras denominações que foram surgindo. O bairro tem ótima infraestrutura de comércios e escolas, além de abrigar importantes avenidas da cidade. Por isso, é um dos mais procurados para se viver em Campinas.
O Parque Portugal, por sua vez, é o principal complexo de lazer da cidade, com espaços para a prática de esportes como corrida, caminhada, skate, bicicleta, patins, entre outras atividades. A Concha Acústica, instalada na área interna do parque, sempre recebe apresentações artísticas, como shows musicais e peças de teatro.
Segundo informações da Prefeitura de Campinas, o Taquaral, junto a outros bairros da Região Leste, formou-se no século XIX, no período cafeeiro, impulsionado pela passagem dos trilhos da Companhia Férrea Campineira. Na época, a região abrigava chácaras, estábulos e unidades de abastecimento, instalações necessárias à cidade durante seu crescimento.
Com o passar do tempo, o bairro foi se transformando até ser consolidado como um subcentro da cidade. Isso é o que mostra a dissertação de mestrado de Milton Cesar Xavier, defendida no Instituto de Geociências (IG) da Unicamp, intitulada “A formação do Bairro Taquaral em Campinas (SP) e sua consolidação como subcentro” (saiba mais aqui) . As ocupações residenciais do bairro ocorreram às margens do antigo caminho que ligava Campinas a Mogi Mirim e passava pela Fazenda Taquaral.
Ainda de acordo com Xavier, em sua dissertação, o bairro “devido à sua localização favorável, que liga a região norte ao centro, consolidou-se como subcentro". Ele tem como principais eixos viários a Rua Paula Bueno (antiga estrada pública) e as Avenidas Nossa Senhora de Fátima, Armando Sales de Oliveira, Julio Prestes e o Parque Taquaral.
O bairro consolidou-se como subcentro de amplo alcance espacial, recebendo pessoas do bairro, de bairros vizinhos e até de outras cidades. Elas usam seus serviços bancários, supermercados, farmácias, restaurantes, oficinas e lojas das mais variadas. Enfim, oferece comércio e serviços diversos, tanto aqueles de uso frequente como os mais complexos, como conclui Xavier.
Imagem: Raku90/Wikimedia Commons
Ao contrário do seu nome, o bairro Mansões Santo Antônio, em Campinas, não é constituído propriamente de mansões. Mas é um bairro de alto padrão, de classe média alta, que atravessa um crescente processo de verticalização.
A região é valorizada por ser muito bem localizada, próxima à rodovia Dom Pedro I, ao Parque Dom Pedro Shopping, à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ao campus I da PUC e à Lagoa do Taquaral, entre outras facilidades. Há uma boa oferta de comércio e serviços no bairro para atender ao crescente número de moradores.
A expansão do bairro é relativamente recente. Até a década de 1980, a região, bem como seus bairros vizinhos (Fazenda Santa Cândida e Chácara Primavera) era composta de tranquilas chácaras, que ocupavam lotes de uma antiga fazenda. Até hoje é possível situar algumas remanescentes, apesar de sua localização privilegiada.
A partir da década de 1990 o bairro começou a ganhar torres de edifícios, sobretudo na região da CPFL. A facilidade de acessos ao local, bem como o valor relativamente baixo dos seus terrenos na época, favoreceram o lançamento de vários empreendimentos imobiliários.
A inauguração do enorme Parque Dom Pedro Shopping, em 2002, impactou positivamente em toda a região. Em seu entorno, na atual região de Mansões Santo Antonio, surgiram vários condomínios verticais e horizontais. Bairros vizinhos, como Jardim Colonial (área próxima ao bairro Fazenda Santa Cândida) e Parque das Flores (próxima ao shopping, junto ao Villa Bella, um bolsão com casas de classe média e alta) receberam numerosos lançamentos de condomínios.
Por todas essas qualidades, o bairro ainda é muito procurado, sobretudo por profissionais e estudantes ligados às universidades e a empresas da região. Contudo, é preciso apenas estar alerta a uma pequena parte do bairro que apresenta problemas de contaminação do solo. Em meados da década de 1990 uma antiga fábrica de produtos químicos do bairro, a Proquima, fechou as portas e deixou contaminado seu solo. Um condomínio de edifícios chegou a ser construído junto a seu antigo terreno, e foi posteriormente interditado. A Prefeitura de Campinas vem tomando providências para descontaminar o solo no local. Saiba mais aqui.
Para quem tem dificuldade em financiar a compra de um imóvel, o consórcio pode ser uma boa alternativa. Esta modalidade de compra tem crescido no país nos últimos anos, devido ao cenário econômico em queda e às restrições a financiamentos impostas pelo governo. Como ele funciona?
O consórcio é uma operação simples: a administradora do consórcio forma grupos com um interesse comum (neste caso, a aquisição de um imóvel), e para participar do grupo é preciso comprar uma cota e pagar as mensalidades em dia. O montante mensal arrecadado é usado para a compra de um imóvel. Quem do grupo vai comprar? Mensalmente é feito um sorteio para saber quem vai levar a carta de crédito. Também é possível dar lances (pagar um valor mais alto) para se antecipar ao sorteio e levar a carta. Quem der o lance maior, fica com ela. Em geral, os consórcios destinam mensalmente cartas para serem sorteadas e outras para os lances.
Confira nos itens a seguir as vantagens que os consórcios oferecem:
Sem entrada
No consórcio, não é preciso pagar uma entrada. Ao contrário do financiamento, que depende de um pagamento à vista de uma entrada razoável, no consórcio isso não é preciso. Basta comprar uma cota e você já estará participando do grupo.
Uso do FGTS
Você pode usar o seu FGTS para a compra do imóvel via consórcio, mas há algumas condições para isso: a cota adquirida deve estar no mesmo nome do trabalhador, o comprador não pode ter outro imóvel ou comprar um novo na mesma região em que está sendo feito o consórcio, e ele precisa ser beneficiado pelo FGTS por 3 anos, ainda que por empresas diferentes.
Você pode participar ainda que esteja negativado
Está com o "nome sujo"? Mesmo assim você pode entrar no consórcio, ir pagando as mensalidades, e só quando você for sorteado ou quiser pegar a carta de crédito por um lance o seu nome será avaliado. Até então, você tem tempo de regularizar a sua situação financeira. No financiamento, se seu CPF está sujo, o crédito não é aprovado.
Construção e reforma
Pouca gente sabe, mas você pode usar a carta de crédito para pagar a reforma de um imóvel ou a sua construção. Não é obrigatório usá-la para a compra de um imóvel.
Taxas menores
Os juros altos são uma das maiores causas que espantam as pessoas do financiamento. Consórcios não dependem de taxas de juros. Apenas são cobradas taxas administrativas, que variam de consórcio para consórcio. Pesquisa a mais vantajosa entre elas. Você verá que o valor pago no total é muito inferior aos valores totais do financiamento imobiliário.
Em resumo, se você não tem urgência em adquirir seu imóvel, o consórcio é, sem dúvida, muito mais vantajoso que o financiamento. Em termos de custo, isso é incomparável. Muda apenas a rapidez do acesso ao bem. No financiamento, uma vez aprovado o crédito, você já pode comprar o imóvel. No consórcio, é preciso esperar o sorteio ou dar um lance. Mas se você tem um capital guardado para dar um lance alto, isso agiliza muito mais o acesso à carta de crédito.
O Parque Prado é um bairro de alto padrão situado na região Sul de Campinas. É um bairro com desenvolvimento recente: a partir da metade da década de 1990 ele iniciou um ciclo de expansão, que se conserva até hoje.
É uma região com alta procura, pois possui uma ampla rede de serviços em seu entorno. No bairro há um shopping center e facilidade de acessos ao centro de Campinas, à Via Anhanguera, ao anel viário Magalhães Teixeira e a cidades próximas como Valinhos, Vinhedo e até mesmo Jundiaí e São Paulo.
O nome do local é uma homenagem à família Prado, antiga proprietária das terras que atualmente compõem o bairro. No local estava instalada a chácara Eglantina, que foi toda loteada para dar lugar aos empreendimentos imobiliários. Não à toa, uma das principais ruas do bairro hoje tem seu nome: Eglantina da Silva Prado.
Foi a partir da Avenida Washington Luís que o bairro iniciou sua fase de crescimento. Esta fase foi marcada pela entrega, em 1996, das torres de edifícios com acabamento em tijolo, bem visíveis nas proximidades do shopping Prado Boulevard (atual nome do antigo shopping Parque Prado). Este foi inaugurado em 2005 e contribuiu para reforçar ainda mais o avanço da região.
Desde então, o bairro cresceu em valorização e passou a receber novos lançamentos no setor imobiliário. Boa parte do bairro hoje é caracterizada pela presença de condomínios horizontais e verticais. O conjunto Ile de Saint-Martin é o mais alto deles, com 22 andares e uma ampla vista para os arredores. O bairro segue recebendo novos empreendimentos, abrigando boas opções para investimentos em imóveis.
Imagem: Fasouzafreitas, CC BY-SA 3.0
O valor mensal que se paga pelo condomínio depende de vários fatores, que podem variar mesmo em edifícios situados em um mesmo bairro. Aspectos como o número de moradores, a quantidade de funcionários e as instalações de lazer são os que mais influem em seu valor. Como saber se você paga muito caro? Confira os principais pontos a seguir.
Sem dúvida, o aspecto que mais influi no valor do condomínio é o salário dos funcionários. A folha de pagamento, contando também os encargos trabalhistas, supera facilmente mais da metade dos custos fixos do condomínio. E quanto menor o rateio entre o número de moradores, maior é este custo.
A folha salarial supera itens como, por exemplo, as contas de água e de energia. Estes também são fatores que têm um peso considerável. Em grau um pouco menor entram as despesas com a manutenção do condomínio, que incluem a conservação regular de elevadores, piscinas e salões de festa, revisões nos para-raios, entre outras.
Na conta das despesas fixas também entram os gastos com a administração do condomínio. Nele são contadas as despesas com a empresa administradora, a isenção do síndico, os gastos com bancos e cartórios etc.
Ao contrário do que se imagina, as áreas de lazer somente terão alto impacto no valor do condomínio caso o rateio seja pequeno. Para conjuntos com muitos moradores, o custo cai bastante. Piscinas, quadras e academias não geram despesas de manutenção muito elevadas (a água da piscina, por exemplo, é trocada com uma frequência baixa). E esses itens têm a vantagem de valorizar o imóvel, pois são muito procurados, especialmente por famílias com crianças, sem gerar gastos muito altos. Logicamente, nos condomínios do tipo clube, que têm inúmeras opções de lazer, esse valor vai acabar pesando mais.
Por fim, entram na conta os gastos eventuais, que são aqueles imprevistos. Como exemplo, um portão da garagem quebrado, uma reforma de uma área comum, o conserto de um elevador, a limpeza da fachada etc. Despesas gerais e menores completam a lista, como materiais de limpeza, gastos com documentos, entre outros.
O Bosque dos Jequitibás é uma importante área verde situada no Centro de Campinas. Apesar da grande ocupação urbana ao seu redor, ele mantém preservado, até hoje, uma área nativa da Mata Atlântica. Que tal conhecer um pouco mais da história do Bosque dos Jequitibás?
O Bosque ocupa uma área total de cerca de 10 hectares, que cercam um espaço de 2,33 hectares da Mata Atlântica remanescente. Ele é mantido pela Prefeitura de Campinas e recebe aproximadamente 1 milhão de visitantes por ano. O Bosque ocupa uma área que, no final do século XX, era chamada de "Campo das Caneleiras", pertencente a Francisco Bueno de Miranda.
No ano de 1880, Miranda decidiu criar no local uma área de recreação para os cidadãos e encomendou um projeto ao renomado arquiteto Ramos de Azevedo. Ele criou um jardim ao estilo inglês, semelhante ao que havia projetado anos antes no Jardim Público de Campinas (onde hoje está o Centro de Convivência). No novo jardim, composto de um belo bosque, ele incluiu um chalé, um restaurante, entre outras instalações.
Em 1915 a Prefeitura de Campinas adquiriu o terreno e, nos anos seguintes, promoveu renovações em seu paisagismo, com a assinatura de Anhaia Melo e Prestes Maia. Desde então, o bosque passou a ser mantido pelo poder público. Anos depois, em 1970, o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT) tombou o Bosque dos Jequitibás, preservando definitivamente toda sua área.
A conservação do entorno do Bosque foi assegurada em 1993, quando o Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Campinas (CONDEPACC) tombou sua área envoltória. Desde então, é proibido erguer construções com mais de dois pavimentos de altura em um raio de 100 metros ao redor do Bosque. Outra data importante para o Bosque foi o reconhecimento de seu zoológico, em 1995, por parte do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA).
Desse modo, o Bosque dos Jequitibás tornou-se uma "ilha verde" junto ao conjunto de construções ao seu redor, no Centro de Campinas. Com o passar dos anos ele ganhou um Aquário Municipal, a Casa do Caboclo, o Museu de História Natural de Campinas e o teatro infantil Carlos Maia. Muito apreciado pelos moradores de Campinas, sua área verde garante qualidade de vida, sendo uma área procurada para caminhadas e descanso dos cidadãos.
Imagem: fasouzafreitas/ Wikimedia Commons / CC BY 3.0
A localização costuma ser considerada a maior razão da valorização de um imóvel. Mas ela não é única. Várias outras características pesam na hora de se determinar um valor que as pessoas estão dispostas a pagar por um imóvel. Conheça a seguir 10 fatores que são levados em conta para se valorizar um imóvel.
1. Bairro
Em geral, imóveis mais afastados do centro tendem a valer menos do que aqueles mais centrais e dotados de uma rede de serviços mais ampla. Situar-se próximo a alguma importante avenida também pesa a favor, mas não necessariamente na própria avenida, pois nela o nível de ruído costuma ser mais elevado. Isso se aplica tanto a imóveis para aluguel quanto para compra.
2. Planta do imóvel
A distribuição dos cômodos pela planta é um fator que valoriza um imóvel, sobretudo para a venda. Para aluguel, isso pesa menos. Há imóveis cuja distribuição não é adequada (por exemplo, com uma área de serviço próxima à suíte do imóvel), gerando desconfortos nos dia a dia e fazendo um imóvel perder seu apelo.
3. Documentação
Se o imóvel é destinado à venda, é fundamental que toda a papelada esteja em dia. Imóveis com problemas nas certidões, ausência de Habite-se ou de alguma outra licença, tendem a espantar os clientes, fazendo com que seu preço despenque.
4. Vista
Dentro de um mesmo edifício um imóvel pode valer muito mais que outro em virtude da beleza de sua vista. Imóveis cujas janelas dão de frente para outros prédios, sem uma vista livre, perdem atração. Também são valorizados imóveis que recebem diretamente a luz natural.
5. Manutenção
Para um imóvel ganhar valor, é preciso que seu estado geral seja impecável. Sistemas elétricos e hidráulicos, pisos e revestimentos e móveis planejados precisam estar muito bem cuidados e sem defeitos para preservar o apelo de vendas do imóvel.
6. Área de lazer
Condomínios com áreas de lazer variadas, com piscina, quadra, salão de festas, churrasqueira, academia etc., costumam ganhar valor, especialmente para famílias que têm filhos pequenos. Mas isso depende do perfil do comprador. Casais mais velhos ou executivos normalmente não dão tanta importância a estes benefícios.
7. Aparência externa
Fachadas bem cuidadas, limpas e sem pichações agregam valor ao imóvel. Por outro lado, se a aparência é de descuido, clientes podem perder o interesse pelo negócio. Ninguém gosta de ver mato alto, pinturas descascadas, manchas nas paredes etc.
8. Segurança
Imóveis em bairros perigosos e com sensação de insegurança tendem a ser evitados por compradores. Locais com alto índice de criminalidade e de roubo de carros costumam espantar clientes.
9. Transporte público
Facilidade de acesso a linhas de ônibus são valorizadas por compradores. Em alguns casos, o excesso de ônibus pode ser um fator negativo devido ao nível de ruído. Mas se o imóvel estiver a uma distância curta, isso conta a favor. Muita gente hoje não tem carro ou prefere não usá-lo. Para eles, transporte público por perto é uma ótima vantagem.
10. Rede de serviços
Proximidade a escolas, restaurantes, shoppings, redes de mercados, drogarias, academias etc. sempre são valorizadas. Se nas proximidades de um imóvel houver uma feira livre, melhor ainda (desde que ela não bloqueie diretamente a própria rua).
O bairro Jardim Proença - ou apenas Proença, como muitos o conhecem - é um dos mais tradicionais de Campinas. Localizado próximo ao Centro da cidade, ele acompanhou a expansão da metrópole em seus começos e tornou-se uma região nobre, que mistura edifícios de alto padrão com casas de construção antiga.
O Proença ocupa uma área formada por um vale, cortado em seu centro pela Avenida Princesa D´Oeste, uma das mais importantes do bairro e da cidade. Uma característica do Proença é abrigar os dois estádios mais tradicionais de Campinas, o Brinco de Ouro, do Guarani, e o Moisés Lucarelli, da Ponte Preta.
O nome do bairro é uma homenagem a Antônio Manuel Proença, um antigo proprietário de uma fazenda na região. Sua fazenda ocupava o local onde hoje estão o estádio Brinco de Ouro e o Bosque São José.
De fato, no passado a região era marcada por propriedades agrícolas, com destaque para a Casa Grande e Tulha, um conjunto arquitetônico tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico do Estado de São Paulo (CONDEPHAAT) em 1986. A Tulha era uma construção que fazia parte de uma fazenda açucareira, construída no período entre 1790 e 1795, auge do ciclo do açúcar na região. A Casa Grande que está ao seu lado foi erguida por volta de 1830, já no ciclo do café. Ambos são tombados e podem ser vistos na Avenida Doutor Arlindo Joaquim de Lemos, 1300, no Proença.
Do ponto de vista imobiliário, o Proença é um bairro valorizado e tradicional. Edifícios de alto padrão foram construídos em locais onde antes havia casas antigas. Muitas delas ainda ocupam o bairro, que é marcado por essa mistura de prédios e casas. Um ponto alto do bairro é sua localização, próxima ao Centro, ao Cambuí e a Nova Campinas, com facilidade de acessos e amplo comércio em suas ruas.
Junto ao Proença há outros bairros que frequentemente são confundidos com ele, como o Jardim Paulistano, o Jardim Primavera, o Jardim Novo São José, a Vila Marta e a Vila Nova São José. Todos compõem a região do Proença, um bairro muito querido pelos seus moradores.
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O distrito de Barão Geraldo é um dos mais importantes de Campinas. Ele pode ser resumido em dois conceitos: natureza e tecnologia. Nas terras de antigas fazendas nasceu um dos mais destacados polos de tecnologia do país, cujo epicentro é a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
No entorno da Unicamp estão também o campus 1 da Pontifícia Universidade Católica (PUC), o campus da Facamp (Faculdades de Campinas), o CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações), o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, entre outras instituições. Além disso, Barão Geraldo também se destaca como um polo hospitalar, com destaque para o Hospital das Clínicas da Unicamp, o Centro Médico de Campinas e o Centro Infantil Boldrini (referência mundial no tratamento do câncer infantil), entre outros centros.
O distrito está localizado a 12 km do centro de Campinas, ligado pela rodovia Professor Zeferino Vaz (nome do fundador e primeiro reitor da Unicamp). Ela é popularmente conhecida como "tapetão" pelos campineiros.
No passado, o solo fértil da região fez com que ela fosse ocupada sobretudo por fazendas. O nome é uma homenagem ao Barão Geraldo de Resende, antigo proprietário da Fazenda Santa Genebra, que no passado se estendia por grande parte das atuais áreas do distrito.
A região começou a ser mais ocupada no começo do século XX, quando imigrantes portugueses, libaneses e italianos, segundo o historiador Warney Smith, compraram terras no entorno da antiga Estação Barão Geraldo, parada da Estrada de Ferro Funilense (que ligava Campinas à Fazenda Ester, onde hoje está o município de Cosmópolis), que não existe mais. Esse bairro rural que nascia estava situado entre duas grandes fazendas de café e cana (a Santa Genebra e a Rio das Pedras).
Com a industrialização e o crescimento das cidades, em torno a este incipiente núcleo de casas surgiram pequenos comércios e loteamentos. O número de moradores foi crescendo, com um maior número de famílias se formando e se instalando no local. A iluminação pública chegou em 1949. O passo seguinte foi a mudança do status da região, definida como distrito de Campinas em 1953. Em 1958 foi asfaltada a Estrada dos Fazendeiros (atual Estrada da Rhodia). Mas o grande impulso ao desenvolvimento local ocorreu em 1966, data de inauguração da Unicamp, que trouxe em seu rastro uma profunda transformação econômica e social em Barão Geraldo.
Atualmente, Barão Geraldo é um local de chácaras, condomínios e bairros de alto padrão, plantações de cana de açúcar e nele está a maior mata urbana de Campinas, a Mata Santa Genebra. Em virtude da localização da Unicamp, o bairro abriga uma ampla comunidade universitária, com pesquisadores, professores, intelectuais e alunos ligados às universidades. Ele reúne também muitos profissionais de fora de Campinas, que se instalaram no distrito por razões de trabalho ou estudo. Em resumo, um lugar com muita natureza e com uma variada população ligada aos polos de pesquisa e ensino.
Imagem: Canteiro central da Avenida Atílio Martini / Fasouzafreitas CC BY 3.0